O escaravelho e a estética do mundo



O escaravelho está na mitologia egípcia e também nos contos de Edgar Allan Poe. Para os egípcios, o deus Khepri. Em Poe, “O escaravelho de ouro”. Samira Alvim, artista plástica que reside faz alguns anos em Porto Velho, trata o animal decompositor com o mesmo respeito que os nossos antepassados os tratavam. E, ela sabe de sua importância para a composição de um todo que se esfacela a cada passo que a humanidade agride a natureza e a decompõe de forma irresponsável. Talvez, para chamar a atenção do observador. Talvez, para deixar seu contragosto às atitudes não responsivas. Talvez, simplesmente, para compor a livre expressão de um arquétipo que transfigura a beleza na execução criadora.



Samira Alvim fez estudo biológico de vários outros insetos enquanto percorria o universo acadêmico. Mas, nenhum outro a fascinou tanto quanto o escaravelho. Naquele ponto de sua curiosidade também ganhava fôlego seus primeiros tracejos e seu olhar sutil para as artes plásticas. Fez imersões no campo poético, desenhos e pinturas. Atualmente, está mais voltada para a produção de trabalhos com aquarela, modelagem, pintura acrílica, nanquim, lápis de cor e outras experimentações.


Entrevistada pela Revista CorrenTza, a artista se diz respirando o ar de um belo momento, onde tem encontrado os caminhos mais reluzentes, no que tange às possibilidades da composição artística. Segundo ela, a cada passo tem percebido que está mais ajustada à percepção de mundo que lhe permite novas imersões aos experimentos. Confira, em vídeo, a entrevista da artista e compreenda o algo mais que está sob o aspecto de sua mais profunda sensibilidade. Seu olhar e seu sorriso são nuanças de um gosto que move o mundo perceptivo.



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