“Limpe seu guarda-roupa e doe tudo que você mais gosta”


“A poesia está em cada movimento que a natureza manifesta. O poeta conversa com a mosca na parede e tira um verso que dialoga com o paradoxal”. A frase citada antecede uma conversa com a poetisa Tânia Soares, que esta semana foi entrevistada pela Revista eletrônica CorrenTza. Para início de conversa, nos situemos: a linda moça, dentre outras coisas, cursa Música na Universidade Federal de Rondônia (Unir), gosta de jardinagem e está em constante contato com o verde da floresta e demais entidades ambientais. Então, convenhamos, trata-se de uma beleza harmônica natural.


A poetisa vive um momento fervoroso, com o caos cotidiano avançando por sobre a realidade diária. Mas, nada que desmereça o plano da felicidade que, segundo ela, jorra em abundância. “Já amei muitas coisas, pessoas, objetos. Eu tenho a felicidade ocupando meus espaços”, justifica. Tânia Soares empunha sua performance para o verso poético e diz que não gosta de escrevê-los. Recitá-los é a forma mais contundente de torná-los completos. “Vou construindo meus poemas à medida que as coisas acontecem. Meu jeito de apresentá-lo é também a forma que encontro para construí-lo”, comenta.


Tânia Soares, durante a conversa poética, também salientou que o silêncio é o lugar para ser ocupado pelas respostas. Segundo ela, é preciso saber ouvi-lo, mas, escutar o próprio coração também é uma boa maneira de entender a performance do universo. Porém, ela lembra, não se pode segui-lo sempre. É preciso cuidado. “Confie nas pessoas, mas nunca crie expectativas”, finaliza.

Assista entrevista completa em vídeo.

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