Quadrinhos movimentam 20 milhões de leitores por mês


Não à toa, o Brasil tem um dia dedicado ao quadrinho brasileiro, comemorado todo 30 de janeiro. Personagens que saíram das pranchetas de grandes talentos nacionais, como Maurício de Souza, Ziraldo e Laerte, encantam e acompanham gerações de brasileiros. Além de entreter, mobilizam a economia do país a e trazem diversos benefícios para a sociedade.

Estimativa da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) indica que o mercado de quadrinhos mobiliza cerca de 20 milhões de leitores por mês. "Só com as revistas de Mauricio de Souza, que detêm 80% do mercado infanto-juvenil, são 10 milhões de leitores", exemplifica José Alberto Lovetro, presidente da ACB.

Segundo Lovetro, os quadrinhos reforçam o vínculo entre cultura e educação: "As crianças querem se alfabetizar por causa dos quadrinhos, querem ler suas histórias. Conseguimos fazer com que elas se interessem pela leitura dos gibis e depois dos livros".

Além do estímulo à leitura, os quadrinhos dialogam com diversas outras linguagens culturais, como cinema e artes plásticas, trabalhando a transversalidade da arte.

A primeira HQ

O Dia do Quadrinho Brasileiro foi criado pela Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas de São Paulo, em 1984, após pesquisa na Fundação Biblioteca Nacional, entidade vinculada ao Ministério da Cultura. Por lá, encontraram a História em Quadrinho (HQ) "As aventuras de Nhô Quim", de Angelo Agostini, publicada em capítulos na revista semanal Vida Fluminense, em 30 de janeiro de 1869.

"Os americanos sempre disseram que a charge americana Yellow Kid", de 1895, era o primeiro quadrinho mundial e vimos que não", lembra Lovetro. Na ocasião, ele ocupava o cargo de presidente da Associação de Quadrinhistas de São Paulo.

Ministério da Cultura

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