• dasilva3001

Ficção e realidade como pano de fundo da representação


A realidade, como princípio orientador da criação artística, pauta o movimento cultural surgido nas últimas décadas do século XIX na Europa, principalmente na França, onde suas bases se reforçaram em ofensiva ao neoclassicismo, outro movimento que colidiu em época. Os tempos são outros e a contemporaneidade refrata as certezas mais solidificadas. O artista, tido como o contraventor dos costumes, tem sido a mola que move a mudança em seu sentido mais versátil. A artista plástica Edina Costa, rondoniense que reside no município de Nova Mamoré, amante da natureza e detentora do paradigma substancial da arte, a jóia da transformação, comunga das incertezas que o mundo real projeta como pano de fundo da realidade. E é por isso que ela pinta. Suas telas trazem a convergência dos híbridos que produzem no mundo real a sensação de que é preciso representá-lo para concebê-lo melhor. Suas telas trazem as cores e as formas que a realidade pontua através de nuanças. Suas telas são o cruzamento entre ficção e realidade.


A artista plástica Edina Costa diz que tem um jeito simples de viver e que gosta do lugar onde nasceu e cresceu. Suas lembranças de um pai, chegando do trabalho e a acalentando, não são reforços de um mundo fantasmagóricos. São sintomas de que o presente e o passado estão juntos na confecção do futuro. Ela ressalta que gosta de uma de suas telas por lhes permitir essas viagens no tempo. “Uma lembrança boa. O lugar que gosto de sentir foi onde cresci com meus familiares”, diz.


Edina Costa afirma está consciente de que sua felicidade é vem do prazer de estar no que faz. Na elaboração de suas telas, as mais simples, que sejam, estão guardadas as alegrias de viver. Por isso, afirma a artista, “gosto de pintá-las. Meus quadros são resultados do que sinto. A vida da forma como vejo”, explica.


Os traços de Edina são refinados e confirmam o que seus admiradores repetem. Ela traz o talento de representar bem uma realidade que muitas vezes se esconde nos detalhes que sustentam um cotidiano frio e cruel. Edina sabe do paradigma que a imagem projeta quando se faz imitativa do mundo real. Para ela, um quadro não pode ser a própria representação mas, acaba se tornando, em si mesmo, um ângulo privilegiado para a sensação de ver. Assista trechos do vídeo de sua entrevista.

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