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A Casa de Sons de Bira Lourenço

Atualizado: 13 de Fev de 2018

Da criação do elemento sonoro à crise de identidade regional


Depois de eleger Porto Velho como uma das três cidades mais cosmopolitas do planeta, Bira Lourenço, o percussionista filho de Dona Ana Barros e Seu Raimundo Lourenço, estica conversa na picada do bairrismo contraditório regional. Polêmicas à parte, o moço artista trafega na sonoridade dialética de sua fábrica de ritmos para compor uma síntese sobre o cenário artístico e cultural local. Para ele, somos um movimento de pessoas, vindas de várias partes do mundo, de freqüências e sintonias diferentes, distintas até mesmo nas nuanças, com esse propósito da transmutação. “Houve um momento em que os ciclos migratórios vieram apenas para usurpar o que encontravam aqui. Mas hoje, essas pessoas chegam e encontram outro mundo”, explica.


O cotidiano, para Bira Lourenço, que é natural de Porto Velho, Maternidade Darcy Vargas, é essa vivacidade por onde as coisas transitam com suas cargas sonoras, deixando as marcas dos acontecimentos. Seu amor à família também está na música, seu trabalho. Pois, em sua “Casa de Sons” estão as marcas dos familiares. Até mesmo de pessoas que visitam o lugar deixam suas presenças artísticas.


“Aqui existem peças dos lugares mais distintos, como um brinquedo do meu neto, uma xícara presenteada por um amigo distante, ou um instrumento de som antigo. E tudo isso são lugares que marcam presenças aqui, nesta casa”.

Dentre os seus trabalhos mais recentes está “Sons de Beira”, projeto que promete dá prosseguimento nos próximos anos, evoluindo em remodelações e inserções de novos elementos. Em sua última apresentação do projeto, Bira dividiu o palco com o músico Catatau. Novidades estão chegando e o percussionista não esconde sua euforia e ansiedade pela receptividade que os novos momentos devem apresentar.

Dentre as referências que sofreu, Bira Lourenço destaca Naná Vasconcelos. Mas, sem esquecer que também mirou conceituados músicos, tais como Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Tom Zé, Steve Reich, John Cage, Stockhausen e Morray Schafer. Além de seu próprio pai, Raimundo Lourenço. “Ele colocava uma lata de leite fazia e emborcava embaixo do beiral da casa para que ficássemos ouvindo o gotejar da chuva”.

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